Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.
Mateus 25:21
Mateus 25:21
Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te
"Bem está, servo bom e fiel.
Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor."
Mateus 25:21
Este foi um post que escrevi ontem pela manhã, no facebook:
Hoje foi o dia de buscar a avaliação final da Chloe na escola. Nossa filha está mais que aprovada: "sempre um pouquinho adiantada"! Este é o resultado da alfabetização "compartilhada" na qual investimos neste ano de 2012: não esperamos que a escola e a professora fizessem tudo sozinhas (especialmente em se tratando de uma escola pública com recursos bem limitados), mas estudamos muito em casa também. O melhor, no entanto, não foi a aprovação na escola, nem mesmo a aquisição dos rudimentos da língua portuguesa, mas ver despertado o sincero, tranquilo e constante desejo de conhecer em minha filha, que pode ser resumido na sua seguinte frase: "Mamãe, eu não quero só brincar nas férias. Eu também quero estudar". Eis aí a melhor das recompensas. =)
Grande conquista para a primeira série, não? Penso que vocês possam imaginar o tamanho do meu orgulho, da minha alegria e da minha gratidão a Deus pelo privilégio de poder ser mãe e dona-de-casa (além de esposa) em tempo integral e exclusivamente, dedicando-me, assim, a ajudar a Chloe naquilo que ela precisa e merece nessa fase de sua vida.
Quem tem acompanhado este blog, apesar dos imensos intervalos de tempo entre as postagens, talvez se lembre que duas outras coisas foram fundamentais para a melhoria do desempenho da Chloe como aluna e do meu próprio como mãe neste ano de 2012.
A primeira delas foi a decisão de intensificar e qualificar o tempo de estudos de nossa filha em casa. Por volta de junho/julho, ou seja, na virada para o segundo semestre, depois de alguma pesquisa minha e do Gustavo, vimos que não poderíamos deixar a formação intelectual de nossa menina somente por conta da escola e da respectiva professora. Na verdade, tal percepção, diga-se, bastante óbvia, foi anterior, mas como ainda não contamos com uma tradição de homeschooling no Brasil e também não temos formação na área de educação infantil, ficamos, durante alguns meses, meio perdidos, sem saber direito o que e como fazer para aprimorar o desenvolvimento da Chloe.
Assim, como disse, por volta do meio do ano, começamos a aplicar duas ferramentas básicas: a cartilha de alfabetização "Caminho Suave" e um caderno de caligrafia com exercícios feitos por mim, já que não encontrei nem sequer um mísero livro ou caderno de caligrafia com exercícios prontos disponível no mercado e minha letra é bastante boa. O resultado foi imediato: Chloe amou a cartilha e os exercícios. Claro, estes últimos foram feitos inicialmente em doses homeopáticas, pois enquanto não se adquire uma maior familiaridade com a escrita a mão costuma doer facilmente.
Assim, como disse, por volta do meio do ano, começamos a aplicar duas ferramentas básicas: a cartilha de alfabetização "Caminho Suave" e um caderno de caligrafia com exercícios feitos por mim, já que não encontrei nem sequer um mísero livro ou caderno de caligrafia com exercícios prontos disponível no mercado e minha letra é bastante boa. O resultado foi imediato: Chloe amou a cartilha e os exercícios. Claro, estes últimos foram feitos inicialmente em doses homeopáticas, pois enquanto não se adquire uma maior familiaridade com a escrita a mão costuma doer facilmente.
Além disso, no início de julho aumentamos a rotina de leituras diárias, antes restrita a historinhas bíblicas antes de dormir e esporádicos livrinhos aleatórios durante o dia. Ganhei de uma amiga os três primeiros livros da série "A lenda dos guardiões", dos quais passamos a ler um capítulo à tarde e outro à noite. De lá para cá, com alguns poucos dias sem leituras devido aos cansaços por conta dos passeios e outros dias em que não consegui comprar os novos exemplares da série, já concluímos os cinco primeiros volumes, todos eles com mais de 100 páginas e sem figuras. Lemos também, nestes intervalos em que ficamos sem "A lenda", "As meninas exemplares" umas três vezes, além de uns seis volumes de uma série maravilhosa, publicada pela Editora Sinodal, de histórias bíblicas, mas estes são curtinhos e com imagens, ou seja, são lidos de uma só vez antes de dormir. Por fim, "O céu é de verdade", de Todd Burpo, a história verídica de um menino que teve uma EQM e conheceu o céu, foi lido uma vez, e a Bíblia, numa versão para crianças maiores, foi lida umas duas ou três vezes.
A outra coisa, porém, que melhorou os nossos desempenhos e principalmente nossos relacionamentos, foi a doação que fizemos da nossa TV por volta do meio do mês de agosto. Como relatei neste post aqui, as crianças já estavam preferindo assistir desenhos a brincar, o que me angustiava bastante. Mas, por incrível que pareça, ambos se acostumaram facilmente à ausência da TV. Claro, a demanda por atenção aumentou, e, com ela, minhas desculpas para a omissão diminuíram. Assim, as crianças têm passado mais tempo junto a mim, mas também têm passado mais tempo brincando, seja individualmente, sejam juntas. As aulas de flauta duraram umas sete ou oito aulas, algumas das quais foram repetidas, e não foram adiante porque o Gustavo, que esteve desempregado e era o professor, voltou a trabalhar. Já o lapbook de corujas estendeu-se por umas dez ou doze atividades, incluindo quatro delas de caligrafia. Além disso, com a ausência de um elemento exaustor da atenção das crianças, ambas ficaram mais atentas, menos inquietas e, por incrível, que pareça, mais bem dispostas; parecem-me, enfim, algo como "mais inteiras". Passei a incluir a Chloe em algumas tarefas simples da casa, como arrumar a própria cama, secar parte da louça, ajudar-me com as bagunças do Ben, varrer uns farelinhos de pão, desvirar as próprias roupas e arrumar as almofadas da sala. Ela não faz todas essas coisas todos os dias, mas pelo menos duas delas. Finalmente, graças ao maior tempo juntas, minha filha tem transbordado perguntas sobre os mais diferentes assuntos, o que tem sido muuuuito bom para que eu capte como andam as coisas em sua cabecinha e em seu coração, coisa que antes acontecia, mas em bem menor quantidade.
E para os que se escandalizam com a falta de TV, um recado: não, não se preocupem, minha atitude não foi impensavelmente radical e não é coisa de fanática religiosa. Chloe assiste, sim, em média uma vez por semana, algum bom desenho pela internet ou joga algum joguinho de qualidade, e vê um filme a cada dois meses mais ou menos.
Apesar de as decisões e atitudes tomadas parecerem difíceis, cansativas ou radicais, garanto a vocês que não há melhor trabalho, maior responsabilidade e melhor recompensa do que investir voluntária e conscientemente na educação integral dos próprios filhos e ver os excelentes frutos no incremento de suas habilidades, na ampliação de seus conhecimentos e no aprofundamento de seu caráter. Tenho plena ciência de que minhas crianças não são minhas, mas de Deus, o qual as entregou a mim e ao meu marido para que fizéssemos o melhor trabalho possível como pais. O meu desejo, portanto, para o ano de 2013, é continuar, guiada pela sabedoria e sustentada pela graça divinas, a amar, cuidar e ensinar os nossos filhos, e melhorar ao ponto de poder ouvir de Deus, quando for prestar contas sobre os meus atos, as palavras do versículo de abertura deste post.
A outra coisa, porém, que melhorou os nossos desempenhos e principalmente nossos relacionamentos, foi a doação que fizemos da nossa TV por volta do meio do mês de agosto. Como relatei neste post aqui, as crianças já estavam preferindo assistir desenhos a brincar, o que me angustiava bastante. Mas, por incrível que pareça, ambos se acostumaram facilmente à ausência da TV. Claro, a demanda por atenção aumentou, e, com ela, minhas desculpas para a omissão diminuíram. Assim, as crianças têm passado mais tempo junto a mim, mas também têm passado mais tempo brincando, seja individualmente, sejam juntas. As aulas de flauta duraram umas sete ou oito aulas, algumas das quais foram repetidas, e não foram adiante porque o Gustavo, que esteve desempregado e era o professor, voltou a trabalhar. Já o lapbook de corujas estendeu-se por umas dez ou doze atividades, incluindo quatro delas de caligrafia. Além disso, com a ausência de um elemento exaustor da atenção das crianças, ambas ficaram mais atentas, menos inquietas e, por incrível, que pareça, mais bem dispostas; parecem-me, enfim, algo como "mais inteiras". Passei a incluir a Chloe em algumas tarefas simples da casa, como arrumar a própria cama, secar parte da louça, ajudar-me com as bagunças do Ben, varrer uns farelinhos de pão, desvirar as próprias roupas e arrumar as almofadas da sala. Ela não faz todas essas coisas todos os dias, mas pelo menos duas delas. Finalmente, graças ao maior tempo juntas, minha filha tem transbordado perguntas sobre os mais diferentes assuntos, o que tem sido muuuuito bom para que eu capte como andam as coisas em sua cabecinha e em seu coração, coisa que antes acontecia, mas em bem menor quantidade.
E para os que se escandalizam com a falta de TV, um recado: não, não se preocupem, minha atitude não foi impensavelmente radical e não é coisa de fanática religiosa. Chloe assiste, sim, em média uma vez por semana, algum bom desenho pela internet ou joga algum joguinho de qualidade, e vê um filme a cada dois meses mais ou menos.
Apesar de as decisões e atitudes tomadas parecerem difíceis, cansativas ou radicais, garanto a vocês que não há melhor trabalho, maior responsabilidade e melhor recompensa do que investir voluntária e conscientemente na educação integral dos próprios filhos e ver os excelentes frutos no incremento de suas habilidades, na ampliação de seus conhecimentos e no aprofundamento de seu caráter. Tenho plena ciência de que minhas crianças não são minhas, mas de Deus, o qual as entregou a mim e ao meu marido para que fizéssemos o melhor trabalho possível como pais. O meu desejo, portanto, para o ano de 2013, é continuar, guiada pela sabedoria e sustentada pela graça divinas, a amar, cuidar e ensinar os nossos filhos, e melhorar ao ponto de poder ouvir de Deus, quando for prestar contas sobre os meus atos, as palavras do versículo de abertura deste post.
Que Deus te abençoe e até o ano que vem. =)